5 Computação Selvagem
5.1 Geral
- Referência para texto sobre agouritmos.
- Incluir mais pontos que ficaram de fora?
- Conectar ambos os textos (sobre computação e agouritmo), contrastando as duas noções sobre o que é a computação.
5.2 Computação
- Computar vai além dos algoritmos. O computo ergo sum de Morin, indo além de etapas finitas e definidas (ou definitas).
- Várias definições possíveis de computação. Aqui usaremos a noção de bom encontro. Encontrar gente, lugares, bons futuros, bons agouros.
- Método vai além de algoritmo. Algoritmo é do caminho já conhecido, e de um percorrer pré-determinado. Método é caminho e caminhada que se fazem ao caminhar. Vide discussão sobre método no volume vertiginoso sobre metodologia.
- Técnica: saber-fazer de um dado como-fazer.
- Arte: fazer.
5.3 Outros pontos a serem considerados
Otimismo e generosidade:
Na Escala Paulo Arantes de Otimismo, atualmente ainda não há critério decisivo para estar num extremo ou outro. Jean está no otimismo, então para contrabalançar um pouco vou pra uma abordagem mais distópica. Talvez mais na linha “pessimismo no pensamento e otimismo na vontade” (Gramsci?).
Generosidade de Jean: escolha por mais incentivar do que criticar.
Selvageria:
- Como Rosa Luxemburgo observando animais e plantas.
Computação:
Definição de computar meio teleológica. Estritamente falando, “problema” e “solução” são conceitos que requerem consciência para fazer sentido?
Pode haver computação onde aquilo que é produzido não mais tenha os ruídos da entrada, ou pode-se produzir também algo único que considere as irregularidades da matéria prima.
Nem força bruta (todas as tentativas), nem aleatório (deixar que o acaso opere). Uma busca efetiva, “entre o cristal e a fumaça”, uma fina linha.
Ficção científica:
- Também quero dialogar com Jean e sua obra a partir da narrativa de ficção.
Revolução:
- A revolução aqui é lida como momento de mistura, de revolvimento, de aumento de ocorrência dos encontros.
Críticas:
E também polemizar um pouquinho, né? Parafrasendo a menção a Heiner Muller no início do livro – Tible (2022) pág. 17 – usar e ativar Jean Tible sem criticá-lo é traí-lo.
Dificuldade de lidar com a ambiguidade e a dualidade. objetivo e Subjetivo: em alguns momentos cai para a dualidade (objetivo/poder e subjetivo/revolta), porém uma formulação hibridista seria também bem interessante!
É o que eu disse pro Jean uma vez, sobre aquela hipótese discutida pelo Nerby do DNA operar tb como uma antena que capta as paradas dos vegetais. Disse a ele q preferia q essa hipótese não se confirmasse, ou se abriria mais uma brecha pro controle mental via big pharma.
Leituras adicionais:
Rever Marx Selvagem.
Anotações feitas durante minha leitura do manuscrito, em
~/file/textos/revisoes/2022/manuscrito-jean/
.
Num rolo cinematográfico:
Fator remix do Política Selvagem, que até foi comparado por outro amigo de Jean a uma “montagem de filme”.
Filme “Athena” (2022), de Romain Gavras: manobrando a insurreição. Um dos nexos do filme é a extrema direita se passando por polícia e sendo estopim duma revolta que justifique um massacre, com eclosões no país inteiro, quase que num início de guerra civil legitimador do aparato repressivo.
Filme “Mato seco em chamas” (2022), de Joana Pimenta e Adirley Queiroz.