3 Computação Selvagem

Versão 0.0.7 - 02/06/20239

3.1 Introdução

O livro Política Selvagem, de Jean Tible10, não é somente selvagem, como polimorfo e múltiplo – especialmente ao permitir diferentes leituras, caminhos, passagens e diálogos.

Sabem daquele livro “Minutos de Sabedoria”, best-seller de auto-ajuda11? Que algumas pessoas costumam abrir em qualquer página para receber um conselho surpresa? Então, essa é uma das maneiras de ler Política Selvagem. Escolha uma seção e pronto. Minutos de Selvageria no seu dia!

É assim que, com algumas palavras meio soltas e possivelmente selvagens, que aqui pretendo oferecer uma dessas leituras e um possível diálogo a partir das políticas selvagens revolvidas por Jean.

3.2 Selvageria

A começar por esse conceito de “selvagem”. Estaria ele já batido, oscilando entre bons e maus selvagens, tal como ocorre com a artificialização naturalizante da distinção entre natural e artificial?

Será que conseguimos pensar numa noção de selvagem que continue bem selvagem, escapando da sua própria domesticação12?

Poderíamos dizer que selvagem é aquilo que não está totalmente definido, aprisionado, capturado, controlado, etiquetado – ao estilo daquele trecho clássico do Proudhon, “Ser governado”13? Mas não seria isso já uma domesticação do termo selvagem?

Separei alguns exemplos de selvageria para ajudar a entender melhor o que quero dizer e sair um pouco de compreensões mais “clássicas” do binômio selvagem-doméstico do tipo “oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo” versus “ratos, baratas e pulgas”, tal como naquela música “Bichos Escrotos” dos Titãs.

Uma galáxia, fractais, números transcendentais como pi, indeterminações matemáticas como 0/0. Mesmo as ditas abstrações do pensamento podem ser selvagems. Assim como a poeira que se acumula numa superfície. Ou o pixo que recobre as cidades.

Revolta. Revolução. Rebelião. Insurreição. Insurgência. Levante e outros termos que abrem os caminhos deste novo livro de Jean.

Esporos são selvagens. Microplásticos são selvagens? Empinar Fusca é selvagem? O neoliberalismo é selvagem? Ingerir este texto em sistemas conhecidos como “treinamento e aprendizado de máquina” seria um uso selvagem? Deixo essas pra vocês, mas minha sugestão seria pensar em gradações, espectros, dimensões de selvagem e doméstico, indo além de dicotomias domesticadoras que dividem e assim conquistam. Arrisco até a dizer que o conceito de selvagem é tão selvagem que não pode admitir sua própria definição, pois ao ser cercado já deixou de ser selvagem, apesar de que seu cercamento sempre será impossível, simplesmente porque é selvagem. Selvagem seria tudo aquilo que é inapropriável. Mas será que dizendo isso não acabei de tentar cercar o conceito?

Por isso, mais importante do que articular o conceito de selvagem, é pontuar o quanto Jean intencionalmente não buscou esse caminho, preferindo deixar tanto este como outros conceitos – por exemplo o de política – bem selvagem e sem uma axiomática muito definida – nem que fosse uma axiomática meio espinosiana, “à moda dos geômetras”. Ao contrário disso, há muitos eixos e um desleixo necessário e fundamental, pois um excesso de rigor sufocaria as muitas vozes tanto consonantes quando dissonantes mencionadas no livro.

Mas a teorização está muito presente, assim como não há linha sem entrelinha. Para percebê-la, podemos tentar sintonizar nas várias frequências, vozes, lutas, pensamentos e temporalidades.

Aqui, limitarei a sintonia numa pequena amostragem do que as leituras de Política Selvagem me convidaram: primeiro navegando num viés da ciência política, depois considerando um viés da filosofia da ciência e finalmente um viés da ciência da computação.

3.3 Num viés da ciência política

Parto então para uma colocação bem curta num viés das ciências políticas, já que há gente muito mais tchans do que eu para se debruçar sobre isso.

Logo no prefácio, a filósofa Denise Ferreira da Silva nos indica quatro movimentos do livro14:

  1. Foco na “revolta como atualização da democracia”.

  2. Ver os “comuns como materialização da revolta”.

  3. Adotar “subalternos da matriz colonial, racial, cis-heteropatriarcal como figura política central”.

  4. A consequente “recomposição do Estado-nação”.

A estes, gostaria de incluir outro eixo: a importância da convergência das lutas, nos momentos nos quais grupos, grupelhos, agrupamentos, coletivos, movimentos e povos finalmente se encontram nas e pelas diferenças, prefigurações e práticas.

Eclosões esporádicas e esparsas são mais fáceis de controlar. O aparato estatal contra-revolucionário, quando não consegue extinguir as revoltas, almeja ao menos contê-las e isolá-las.

Mas como se dão esses encontros, como se formam essas multidões, quais são os múltiplos processos de formação, aglomeração, coalescência e “disparo de revoltas”15 que botam do avesso as dinâmicas de opressão, servidão e obediência?

Ora, se encontrarmos resposta completa para esta pergunta estaremos incorrendo exatamente no enquadramento do selvagem, que já sugeri ser impossível. E melhor que assim seja, já que a identificação de todos os processos de revolta permitiria uma tecnologia total de repressão.

Ao invés disso, seguirei o ritmo de Política Selvagem e no viés de uma filosofia da ciência, ou melhor, por uma politização da ciência, dentre muitas possíveis.

3.4 Num viés da filosofia da ciência

Buscar esses momentos convergentes é um tipo de pesquisa, mas que dificilmente é vista como tal. As agruras da caminhada e a violência dos oponentes são mais facilmente associadas ao termo luta, mas lutar não deixa de ser uma pesquisa constante, em que cada golpe e cada derrota ensejam uma re-pesquisa – no inglês isso fica evidente com a palavra research, re-search.

Pesquisa-luta, termo que conheci através da luta-pesquisa de Alana Moraes16. Abro aspas:

Isabelle Stengers […] demonstra como a modernidade consolidou a questão sobre “o que podemos saber?” no lugar da pergunta sobre “o que sabemos?”, mas a tarefa de uma filosofia pragmática, ou de uma pesquisa-luta – que tentamos perseguir aqui – seria agora a de aprender “com os praticantes do campo como recuperar esta última questão, com suas aventuras, riscos e hesitações multifacetadas”

Em Política Selvagem, Jean esboça uma teoria do conhecer nessa linha e em dois momentos.

Num primeiro momento, ao tratar da ‘tradução de Mao da “teoria marxista do conhecimento”’17, na qual Jean resume em três ações de pesquisa:

  1. “Recolher as ideias nas massas (dispersas e não sistematizadas)”.

  2. Concentrá-las, sistematizá-las, generalizá-las.

  3. Devolvê-las para o movimento.

Note que este processo é dinâmico, iterativo, na qual, abro aspas para Jean, numa “interação mútua, entre intelectuais e vanguarda operária, florescerá uma renovação teórica”18.

Esta teoria não só é mencionada como está presente no próprio texto, na medida em que faz um apanhado geral a partir das próprias lutas e reflexões dos movimentos, com a diferença de não haver a necessidade de separação entre o movimento e quem coleta e reformula.

Ao contrário, o texto de Jean está em movimento, caminhando junto com quem lê, numa “overture” por revoltas dos séculos recentes.

Durante a sua defesa de livre docência política e selvagem, Jean até indicou que hoje já está se experimentando ou identificando a inversão da fórmula “tático-estratégica”, com movimentos agora dando a estratégia e as organizações dando a tática.

O processo de pesquisa-luta pode ser tão intenso e constitutivo dos movimentos que pode ser o próprio movimento, com a pequisa ocorrendo junto e pela insurgência. Elias Canetti, mencionado no início do livro19, jamais formularia aquela teoria das massas se não tivesse feito parte delas em algum período de sua vida.

É assim que, num segundo momento, já na parte final do livro, Jean trata de uma prática de ciência-luta onde, abrindo aspas novamente20,

Pensar, investigar, buscar, experimentar nos termos trabalhados acima envolve ouvir e ler, dialogar e aprender com outras cientistas, habitualmente excluídas desse âmbito. Como elaborado por Foucault, essa movimentação se compreende como uma “insurreição dos ‘saberes sujeitados’”, isto é, o que foi descartado, desmerecido e desqualificado como saberes ingênuos, inferiores ou não científicos. O filósofo os situa como “saberes históricos das lutas” e propõe a genealogia como “acoplamento dos conhecimentos eruditos e das memórias locais”, buscando detonar a tirania dos discursos do poder.

Tal acoplamento é um encontro experiencial de uma ciência selvagem que não é obrigada a prestar satisfações a cânones “oficiais” ou a tradições “clássicas”, mas que esteja sim comprometida com a saúde e a cura.

É uma pesquisa importante, porém delicada.

Porque há pesquisa operando nos dois lados: na insurgência e na contra-insurgência. “Poder e/é repressão”21 que traumatiza e até custa vidas.

Não podemos deixar de mencionar e pesquisar o outro lado, a da repressão, interessada não somente na captura dos conhecimentos conjurados pela ciência selvagem como na produção de tecnologias de maior controle e extração de recursos.

Falemos então de experimentos e contra-experimentos, chamando de contra-experimento a resposta repressiva acionada para, nas palavras de Jean durante a banca de defesa do seu trabalho, “não deixar os experimentos desabrocharem”. Os contra-experimentos produzem contra-encontros22.

Aqui há algo muito interessante a ser percebido no encontro entre pesquisa e luta.

No clássico estudo “A estrutura das revoluções científicas”, o filósofo e historiador da ciência Thomas Kuhn aponta a política como matriz explicativa das dinâmicas da produção científica, particularmente nos campos da química e física, e do qual selecionei um pequeno trecho23:

As revoluções políticas iniciam-se com um sentimento crescente, com freqüência restrito a um segmento da comunidade política, de que as instituições existentes deixaram de responder adequadamente aos problemas postos por um meio que ajudaram em parte a criar. De forma muito semelhante, as revoluções científicas iniciam-se com um sentimento crescente, também seguidamente restrito a uma pequena subdivisão da comunidade científica, de que o paradigma existente deixou de funcionar adequadamente na exploração de um aspecto da natureza […] Tanto no desenvolvimento político como no científico, o sentimento de funcionamento defeituoso, que pode levar à crise, é um pré-requisito para a revolução.

[…]

Esse aspecto genético do paralelo entre o desenvolvimento científico e o político não deveria deixar maiores dúvidas. Contudo, o paralelo possui um segundo aspecto, mais profundo, do qual depende o significado do primeiro. As revoluções políticas visam realizar mudanças nas instituições políticas, mudanças essas proibidas por essas mesmas instituições que se quer mudar. Conseqüentemente, seu êxito requer o abandono parcial de um conjunto de instituições em favor de outro. E, nesse ínterim, a sociedade não é integralmente governada por nenhuma instituição.

Este trecho de Kuhn talvez soe um tanto quanto esquemático, mas pode servir de apoio para fazermos a pergunta seguinte: o que acontece quando a produção científica é a própria invenção de novas maneiras de de lutar e fazer política? É aqui que a ciência-política, ou política da ciência, se mostra como locus ímpar na pesquisa criativa e revolucionária.

Assim podemos ressignificar o termo ciência política, tarefa prática e que imediatamente é composta de uma miríade de cientistas da luta promovendo encontros e combatendo a máquina repressiva dos desencontros.

Mas quais são nossas chances de encontro?

3.5 Num viés da ciência da computação

Talvez Jean ainda não tenha percebido, mas ele escreveu um livro sobre ciência da computação, ao menos no meu entendimento selvagem sobre a computação.

Computar é um processo transformativo de buscar saídas satisfatórias para um dado problema a partir do que já está disponível.

Computar essencialmente é uma busca, e quando há resultado chegamos a um encontro.

Computar é agir.

Computação computa ação mas também computa a dor. Computa as combinações possíveis, ao experimentar encontros. Mas também computa formas de escapar da dor e da doença.

Estamos computando dolorosamente, pela dor, efetivamente atuando como um computador, produzindo e testando todas as narrativas emancipatórias e de bem-viver que conseguimos. Trata-se de uma computação não-linear, não-determinística, simultânea, empreendida por muitos seres, além de qualquer algoritmo e para além dos agouritmos24 de redução da realidade. Dolorosa caminhada mas não totalmente privada de alegrias, belezas e computamores quando os bons e efetivos encontros acontecem25.

Não é fácil produzir encontros.

Em Política Selvagem, Jean comenta um desses muitos encontros ao relatar a obtenção da molécula psicoativa DMT através da combinação de duas plantas26. Abro aspas novamente:

Como os Ashaninka sabem [dessa combinação] se não possuem conhecimentos químicos para encontrar uma solução de ativação de um alcaloide, pergunta [o antropólogo Jeremy] Narby. Por tentativa e erro? Mas existem oitenta mil espécies de plantas. Como juntar duas que se combinam de forma tão eficaz?

A quantidade de possibilidades de combinação é imensa. As chances de encontrar o que procuramos, ou algo que nos seja eficaz, é muito pequena.

Em seu livro “A Serpente Cósmica: o DNA e a origem do saber”, Jeremy Narby também comenta da reduzidíssima probabilidade de encontro dos aminoácidos necessários para produzir uma molécula de DNA, assim como as moléculas capazes de reproduzir o DNA e ainda o encontro de todas na viabilização dos processos vitais. A quantidade de encontros ao acaso necessários para produzir um encontro desses tende a ser muito maior do que a quantidade estimada de átomos no universo observável27:

Pela teoria científica habitual sobre a origem da vida, pequans moléculas chamadas aminoácidos teriam se associado aleatoriamente, numa espécie de “sopa primordial”, formando os primeiros microorganismos. É uma teoria enraizada em teses evolucionistas elaboradas na metade do século XX, segundo as quais o conjunto das espécies evoluiu no tempo, partindo dos organismos unicelulares mais simples e culminando, no final de um processo muito longo de seleção natural, nos organismos “superiores” mais complexos. Se, partindo das bactérias, com o devido tempo pôde-se chegar ao ser humano, era razoável acreditar que moléculas desorganizadas também pudessem levar, no decorrer de suas inúmeras colisões cegas, a uma simples célula.

[Francis] Crick [ganhador do prêmio Nobel pela codescoberta da estrutura do DNA], no entanto, considerava que essa teoria do acaso criador tinha um sério defeito: tinha sido elaborada antes da ciência ter compreendido, a partir da década de 1950 e graças aos progressos da biologia molecular, que os mecanismos básicos da vida não são apenas idênticos para todas as espécies, como são também extremamente complexos, e, quando se tenta calcular, mesmo de forma grosseira, a probabilidade de emergência fortuita de tal complexidade, obtêm-se números inconcebivelmente pequenos, para não dizer nulos.

Assim sendo, a molécula de DNA, no entanto exímia em armazenar e duplicar informação, é incapaz de se constituir sozinha. São as proteínas que fazem esse trabalho, mas elas são incapazes de se reproduzir sem a informação contida no DNA. A vida, então, é uma incontornável síntese desses dois sistemas moleculares. Ultrapassando a famosa questão do ovo e da galinha, Crick calculou a probabilidade de uma única proteína (capaz de participar da construção da primeira molécula de DNA) ter emergido ao acaso. Ora, em odas as espécies vivas as proteínas são exatamente constituídas pelos mesmos vinte aminoácidos, que são pequenas moléculas. A proteína média é uma cadeia longa, feita de aproximadamente duzentos aminoácidos, escolhidos entre esses vinte e alinhados numa devida ordem. Pelas leis combinatórias, existe uma probabilidade em vinte, multiplicado duzentas vezes por si mesmo, para uma proteína específica emergir por acaso. Esse número, que se escreve \(20^{200}\) e equivale a \(10^{260}\), é incomensuravelmente superior ao número de átomos no universo observável (que é de \(10^{80}\)).

Há então uma espécie de desfavor no universo para a ocorrência dos bons encontros, já que a quantidade de encontros possíveis é maior do que a quantidade de elementos que podem se encontrar!

Existe método para produzir encontros viáveis? Os cálculos nos mostram que uma abordagem de tentativa e erro demoraria mais tempo do que nossas existências compartilhadas.

Além disso, cada momento é único e só permite testar um número menor de alternativas, deixando muitas outras para sempre inalcançáveis.

A quantidade de combinações possíveis de DNA é imensa.

Assim como as combinações possíveis de plantas.

E assim como as combinações possíveis de pessoas, saberes, procederes, contextos e conjunturas que produzam emancipação e bem-viver.

Quer situação mais selvagem do que essa?

É aqui que a computução significa computar encontros selvagens, proibidos ou proibitivos, improváveis, fugídeos, custosos.

Os métodos de pesquisa-luta desses encontros, tal como no improvável encontro de um cipó com uma folha, não é capturável pelo que tem sido chamado de “algoritmos”, que nada mais são do que a domesticação de processos produtivos e pesquisativos. Não se trata de dar match num Tinder coletivo para acender a chama dos encontros.

Ao contrário, a melhor maneira que conhecemos para aumentar a probabilidade dos encontros é através da mistura intensa, sem ordem pré-definida, remexida, muvucada, revolvida.

Revolta. Revolução. Rebelião. Insurreição. Insurgência. Levante.

No livro de Jean está esboçada uma grande narrativa desses encontros, mesmo entre lutas ocorridas em lugares e períodos completamente distintos e que só conseguem se encontrar hoje através das memórias e ações de seres viventes.

Mas é um livro que termina abruptamente. A última parte é curta e dá a entender que Jean tem muito mais a dizer sobre ciências selvagens, mas preferiu abreviar. Fazendo isso, nos deixa um convite para prosseguir nessas intensas pesquisas em luta por encontros no impossível.

3.6 Referências

Bibliografia

Kuhn, Thomas. 1998. A Estrutura das Revoluções Científicas. 5 ed. Editora Perspectiva.

Moraes, Alana. 2020. «Experimentações baldias & paixões de retomada - vida e luta na cidade-acampamento». Tese de doutoramento, Museu Nacional - PPGAS/UFRJ. https://www.academia.edu/44927479/Experimenta%C3%A7%C3%B5es_baldias_and_paix%C3%B5es_de_retomada_vida_e_luta_na_cidade_acampamento.

Narby, Jeremy. 2018. A Serpente Cósmica: o DNA e a origem do conhecimento. 1 ed. Dantes Editora.

Pastorinho, Carlos Torres. sem data. Minutos de Sabedoria. 37 ed. Editora Vozes. https://archive.org/details/minutosdesabedoria.

Proudhon, Pierre-Joseph. 2013. Idée générale de la Révolution au XIXe siècle. Presses Électroniques de France.

Tible, Jean. 2022. Política Selvagem. 1 ed. GLAC edições; n-1 edições.


  1. Contribuição para o debate à ocasião do lançamento do livro “Política Selvagem”, de Jean Tible, no dia 27/03/2023 no CEUPES (USP). Editado e complementado posteriormente.↩︎

  2. Tible (2022).↩︎

  3. Pastorinho (sem data).↩︎

  4. Digo isso também em interesse próprio: me chamo Silvio, nome de origem romana, ou talvez proto-indo-européia, que significaria algo como “das selvas”. Nome selvagem que foi domesticado? Mas chega de egotrip.↩︎

  5. Proudhon (2013), Epílogo.↩︎

  6. Tible (2022) pág. 7.↩︎

  7. Tible (2022) pág. 24.↩︎

  8. Moraes (2020) págs. 39-45.↩︎

  9. Tible (2022) pág. 83, nota 93.↩︎

  10. Tible (2022) pág. 84, nota 94.↩︎

  11. Tible (2022) págs. 20-21.↩︎

  12. Tible (2022) pág. 298, nota 351.↩︎

  13. Tible (2022) págs. 218-285.↩︎

  14. Poderíamos falar de ciência “selvagem” versus tecnologia da barbárie? Mas barbárie também parece um termo afeito à selvageria…↩︎

  15. Kuhn (1998) Cap. 8 - “A natureza e necessidade das revoluções científicas” págs. 125-128↩︎

  16. Vide Ensaio 2.↩︎

  17. Aviso de spoiler! Na livro de ficção científica “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams, o planeta Terra é descrito enquanto um computador calculando maneiras de bem viver, capaz de computar a pergunta para a qual já se saberia a resposta, ironizando com abordagens que reduzem o Universo a um mero computacionalismo clássico. É contra a obtenção dessa pergunta libertadora que a reação decide destruir o planeta, sendo este o pano de fundo para história.↩︎

  18. Tible (2022) pág. 300, nota 353.↩︎

  19. Narby (2018) págs. 80-81.↩︎